Tuesday, May 10, 2016

A empregabilidade no novo mundo corporativo.

Vivenciamos uma profunda mudança na sociedade e consequentemente no ambiente corporativo. Esta mudança é tão grande e profunda que afetará a forma como vivemos, como nos relacionamos e como trabalhamos.

As empresa passam por um momento delicado, pois as mudanças no mundo corporativo e dos negócios acontecem em uma velocidade maior do que sua capacidade de reação.

 O mesmo acontece com os profissionais que ainda não se conscientizaram que o mundo mudou e que os requisitos e atributos para o sucesso e sustentabilidade profissional são outros.

A crise econômica interna que enfrentamos, apesar de todas as consequências negativas que ela traz, também tem seu lado positivo, pois ela nos "motiva" a sair de nossa zona de conforto.

Estes momentos de incertezas tem forte impacto para os profissionais que estão empregados, bem como com para aqueles que estão a busca de uma nova posição. Para ambos é um momento de reflexão e compreensão, pois o seu sucesso dependerá do entendimento de como será esta nova dinâmica no cenário corporativo, principalmente quanto a estrutura organizacional e o relacionamento com a força de trabalho.

A nova empresa, na era do conhecimento, será muito mais matricial, virtual, flexível e estruturada através de parcerias globais, sofrendo as todas consequências da gestão das diversidades. O formato de liderança, de gestão de pessoas, controle, de gerenciamento de resultados e do fluxo financeiro deverá ser reavaliado e  reinventado.

Faremos o caminho inverso da revolução industrial, quando as pessoas saíram de sua residencia para trabalhar nas fabricas. A nova empresa exigirá que o profissional volte a trabalhar de forma remota, provavelmente em sua residencia ou em um local de coworking, pois, para que ela seja competitiva, não poderá aplicar seu capital na centralização de suas atividades, muito menos com prédios e/ou escritórios físicos.

Ela existirá muito mais no mundo virtual e muito menos no mundo físico. Não haverá fronteiras para o fluxo de produtos e nem para o fluxo do conhecimento.

A forma de remuneração de seus colaboradores e parceiros também será diferente, possivelmente, a remuneração acontecerá por projeto, onde algumas vezes o profissional será o líder, e em outras será liderado.

Os atributos para a empregabilidade também muda. Serão necessários profissionais que lidam bem com o relacionamento através do mundo virtual, auto-motivados, disciplinados, principalmente devido a ausência de horários de trabalhos fixos, e com boa capacidade de trabalho de forma remota.

Ter fluência na língua inglesa, nem se fala, pois, isto hoje já é um requisito básico para se manter no mercado.

Como que a empresa irá reter os talentos? Com certeza não é no formato atual. Hoje este processo esta muito mais voltado para "aprisionar" os talentos através de benefícios diferenciados, o que os americanos chamam de "algemas de ouro".

A nova empresa para atrair os talentos deverá ser inovadora, voltada para atividades de negócio que tenham como objetivo ganhar dinheiro com a melhoria da qualidade de vida da sociedade e com a proteção do meio-ambiente.

Também deverá ser uma usina de nova ideias e novos negócios, permitindo e motivando que seus colaboradores e parceiros atuem com se estivessem em uma incubadora. Promovendo que possam trabalhar em suas ideias, correr o risco da inovação, apresentando a ideia formatada e estruturada para um conselho da empresa, a qual se aprovada, receberá capital e tempo para seu desenvolvimento.

Com certeza será um novo mundo corporativo, a mudança já começou. O profissional ou a empresa que ainda não percebeu isto, deve ter muito cuidado, pois, quando isto acontecer poderá ser tarde!







Thursday, March 31, 2016

Um novo mundo corporativo, estamos preparados?

Estamos passando por uma grande ruptura em todos os sentidos da vida, seja no ambiente social ou no ambiente profissional. As verdades de ontem, já não são as de hoje, e com certeza não serão as de amanha.

Precisamos entender que historicamente a civilização é cíclica, podemos visualizar este ciclo como sendo uma parábola: ela sai do caos, vai amadurecendo, criando sabedoria, atinge o seu ápice, entra no comodismo e então inicia um caminho descendente, perdendo momentaneamente a noção dos valores, impactando negativamente na moral e na ética.

Cada final de ciclo é definido por uma grande crise econômica, ou por uma guerra mundial, ou então pela conjunção de crise econômica com uma guerra de grandes proporções.

Neste momento, a sociedade, insatisfeita com o "status quo", parte para a inovação em todos os sentidos, sejam eles bélicos, novas formas de comunicação, de fazer negócio, de tratar o dinheiro e também criando um novo modelo politico e econômico.

No meu entender estamos justamente neste ponto, estamos passando por este momento de transição. É um momento de profundas mudanças, onde uma nova e melhor sociedade emergirá como resultado deste "caos".

É importante notar que sempre existe uma evolução em todo este mecanismo; com certeza, a sociedade contemporânea é melhor do que o auge da sociedade do século XVII, e assim por diante. Sempre evoluímos, nunca regredimos.

Gosto de fazer uma comparação dos tempos de hoje, com o que aconteceu pós melhoria da maquina a vapor por James Watt em 1765, o qual tornou a maquina mais eficiente e com um custo menor, permitindo a sua utilização em diversas aplicações, principalmente na industria, permitindo a fabricação em maior volume, quando comparado com a produção manual. Conceitualmente, a maquina a vapor permitiu fazer mais rápido e em maior volume aquilo que era produzido manualmente. 

O mesmo aconteceu com os sistemas de processamento eletrônico, o qual permitiu um maior processamento dos dados em volume e velocidade, quando comparado com as atividades de processamento manuais.

No caso da maquina a vapor, o grande impacto para a sociedade, foi a estrada de ferro, a qual encurtou as distancias, melhorou a comunicação e o deslocamento dos indivíduos e dos produtos, abrindo novas fronteiras comerciais. 

A consequência, em um primeiro momento, foi uma grande migração do campo para as cidades, onde se localizavam as fabricas, pois estas precisavam de mão de obra. As cidades, por sua vez, não estavam preparadas para este aumento populacional, criando problemas de moradia, saúde e aumento da violência. 

Este foi o movimento que fez as pessoas saírem de casa para trabalhar.

Estamos passando por algo parecido e não é pelos sistemas de processamento eletrônico, mas sim pela internet. É o comércio eletrônico, através da internet que esta mudando a sociedade. Ela democratizou a informação, encurtou as distancias, quebrou barreiras e fronteiras, e criou um processo de convergência sem volta.

É justamente este movimento que esta mudando toda uma sociedade, mudança irreversível na forma de comunicação, de interação social, bem como na forma de fazer negócios. É o movimento contrario do que aconteceu na revolução industrial, as pessoas estão voltando para trabalhar em casa.

As empresas denominadas progressistas já entenderam este movimento, e estão reduzindo sua presença física, e aumentando sua presença virtual. 

Empresas como conhecemos estão com seus dias contados, elas não serão economicamente viáveis. 

Provavelmente as novas empresas serão baseadas em parceiras, através de gestão de projetos remotos, com organização totalmente matricial, tendo como base uma plataforma virtual. A estrutura e dinâmica para criação de valores deverá estar associada a uma condição de melhoria para a sociedade.

O interessante é que ainda continuamos querendo gerenciar as empresas da era do conhecimento como gerenciávamos no período pós-revolução industrial. 

Acredito que esta resistência é resultado da miopia gerencial que esta presente na maioria das organizações. Jim Collins, em seu estudo sobre a razão do fracasso das grandes corporações, determina que a arrogância é uma das razões desta miopia.

As organizações e profissionais que quiserem fazer parte deste novo mundo, precisa repensar os processos de governança, as estruturas organizacionais, o modelo de liderança, a gestão de pessoas e/ou parceiros, e identificar as habilidades, conhecimentos e capacidade que serão necessárias para este novo ambiente.

As mudanças são profundas e as empresas e os profissionais que não entenderem e não se prepararem para este novo cenário, não sobreviverão! 





    

Friday, February 12, 2016

Empreendedor, nem todo problema é financeiro!

Como já comentamos em outros artigos, empreender não é uma tarefa simples. Ela requer uma grande dedicação do empreendedor na condução de suas atividades diárias.
Ele entra de corpo e alma na operação comercial e produtiva, mas esquece, ou melhor, acaba não tendo tempo para a atividade de “administrar” o empreendimento. É muito comum ouvir que a empresa está com problemas financeiros, contudo, quando nos aprofundamos na análise da atividade verificamos que o problema é operacional e não financeiro.
O “problema” financeiro é na realidade consequência de uma atividade operacional equivocada. Ele é o efeito e não a causa. Em minhas palestras sempre digo que a forma mais rápida de quebrar uma empresa é o crescimento sem os fundamentos para isto.
Logicamente uma empresa “quebra” por falta de caixa e não por falta de lucro. Caixa é fato, ou você tem dinheiro para pagar as contas, ou não tem! Lucro é simplesmente uma medida. 
Segundo o SEBRAE, 60% das micros e pequenas empresas não completam o seu quinto ano de vida, em sua grade maioria devido a falta de capital de giro.
Não cuidar da gestão da empresa é o maior erro que pode ser cometido pelo empreendedor.  Muitos acham que ter uma gestão estruturada, com controles internos, processos disciplinados e com medidores de desempenho é perda de tempo, é muito burocrático.  Ledo engano, estão com certeza, abreviando o tempo de vida de seu empreendimento.
Para o sucesso do empreendimento é muito importante que o empreendedor tenha uma visão clara da posição financeira da empresa, enxergando os resultados oriundos das operações de compra e venda, de seus passivos, da necessidade de capital de giro, e principalmente de seu fluxo financeiro.
Olhar somente para o faturamento, conhecer os custos somente na teoria, confundir saldo do banco com lucro, não contar com um modelo para formação de preço, ou a falta de relatórios de desempenho são erros recorrentes e encontrados na grande maioria de casos de insucessos ou de empresas com dificuldades.
De forma simples, o empreendedor deve ter uma visão completa e estratégica da operação. Para isto ele deve contar com um sistema básico de controle financeiro, o qual deve ser estruturado dentro da complexidade da operação, e o mais simples possível.
No mínimo, minha sugestão é que o empreendedor conte com as seguintes ferramentas para a gestão e controle:
  •       Demonstração de resultado: Este é um relatório contábil que como o nome diz, demonstra o resultado originado das receitas de vendas, deduzidas dos impostos, custos de produção ou comercialização, deduzidos das despesas operacionais para administração. Ele demonstra se a empresa teve lucro ou prejuízo, em certo período de tempo. 
  •       Posição do contas a pagar: Todas as obrigações devem ser listadas neste relatório, seja de fornecedor, prestadores de serviços, financeiros, impostos, valores provisionados de pagamentos recorrentes mensalmente, como aluguel, salários, energia etc. De preferência, demonstrando por período de desembolso. [
  •       Posição do contas a receber: É um relatório que demonstra todos os valores a receber por cliente, e por data de entrada no caixa.
  •          Fluxo de caixa real e previsto: Este é um dos mais importantes relatórios, mas é importante que seja elaborado com informações confiáveis. Ele demonstra a situação e a capacidade de caixa em um período pré-determinado. Ele é constituído de dados reais, isto é, contas a receber e contas a pagar já conhecidos e também com previsões, principalmente dos custos e despesas mensalmente recorrentes. Minha sugestão é que tenha uma visão de 30 dia diários e mais 60 dias, com visão mensal.  Com isto o empreendedor terá uma visão de 90 dias do seu movimento de caixa, de forma que exista tempo de reação para as ações requeridas para o equilíbrio do fluxo financeiro.

Se tiver alguma dificuldade, chame um profissional especialista para lhe ajudar neste processo. Posso garantir que este gasto não é uma despesa, e sim um investimento, o qual poderá lhe poupar muita dor de cabeça no futuro.
Seja feliz!



Friday, February 5, 2016

O desemprego faz parte da vida do profissional. Confie em você!

O desemprego faz parte da vida de qualquer profissional, principalmente em momentos de crise econômica como este que estamos passando.

Não é uma situação simples, ser demitido tem profundo impacto para a pessoa, como também para seus familiares. Um sentimento de insegurança se instala. Aliado a isto vem uma mistura de surpresa, revolta, indignação e rejeição, contribuindo para o enfraquecimento de nossa autoestima.

O impacto da demissão, em um primeiro momento, faz você perder o chão, depois leva você a ficar paralisado por um tempo.  O importante é que este tempo seja o mais curto possível.

Um novo emprego não irá cair do céu. Você precisará ir à luta, e para isto, você tem que se recompor, precisa serenar seu coração, e o mais importante, confiar e acreditar em você!

Atualmente a demissão nada tem haver com a qualidade profissional, todos nós sem exceção estamos a mercê de passar por isto, então não se apequene e nem se sinta menosprezado.

Levante a cabeça e siga em frente. Aproveite este tempo para refletir sobre sua vida profissional, reveja seus objetivos, acertos e erros, redefina os objetivos e trace um plano.

Você precisa se manter motivado e concentrado no processo de busca de um novo emprego, e isto é um trabalho árduo, e pode levar algum tempo. Não disperse sua atenção, e nem perca as esperanças!

Por diversas vezes você irá se sentir cansado, desmotivado e descrente, mas mantenha-se calmo e equilibrado, estes momentos passam.

O segredo é confiar e trabalhar, e logo você estará empregado.


Quando isto acontecer, não se esqueça destes momentos, pois este é um aprendizado que o profissional deve levar para o resto da vida!