Monday, May 5, 2014

A paciência é um atributo que todo grande líder dever ter!




Sempre falamos que o líder tem que ser um visionário, comunicativo, motivador, agregador, etc. Sim, tudo isto é importante, contudo, devo lembrar que o líder verdadeiro tem que ter paciência, isto mesmo, paciência!

Isto pode soar estranho para alguns, mas, não confunda esta paciência com aceitação da mediocridade, da falta de ética, do baixo desempenho; não é isto não!

Explico, em minha experiência trabalhando com os cavalos, aprendi que a paciência é um dos atributos mais importante, se não for o mais importante, na formação de um conjunto, vale dizer, neste ponto, que um conjunto na equitação é sinonimo da equipe de competição, neste caso o cavalo e o cavaleiro, sendo que de uma forma mais ampla, ainda temos o tratador, o profissional técnico e o veterinário.  

Nesta relação cavalo/cavaleiro, primeiro é necessário ter paciência para entender que a velocidade na formação do conjunto vai depender da maturidade do cavalo e do cavaleiro, e do tempo disponível para o trabalho na arena. 

Segundo, a paciência é importante para identificar as nossas limitações como seres humanos na comunicação com o cavalo e na execução das tarefas. Esta paciência também é importante na execução do plano de trabalho, pois cada tarefa e/ou exercício necessita ser trabalhado de forma exaustiva pelo conjunto até atingir a exatidão e a perfeição necessária.

Além disto, precisamos ter paciência, já que na competição iremos ter muito mais derrotas do que vitórias, e muitas vezes sair da arena em cima do cavalo já é uma vitória.

Pois bem, voltando para o mundo corporativo, o líder tem que ter paciência para escutar e refletir sobre o assunto antes de se posicionar perante a organização, seus pares ou sua equipe.  Ele deve ter a paciência necessária para identificar a forma e as palavras corretas para comunicar sua visão, posição e/ou ideia de forma objetiva e eficaz.

Este líder tem paciência para analisar sua equipe, identificar os pontos fortes e fracos, definir e executar as ações necessárias para potencializar estes pontos fortes e neutralizar os pontos fracos.

É muito importante, também, a paciência para identificar as restrições e limitações dos seus liderados, como também para conhecer os seus objetivos e suas metas profissionais, de maneira que você possa ajuda-los, se possível, a atingi-los.

O líder paciente agrega, motiva, desenvolve, potencializa aquilo que tem de bom na equipe, fala o que deve ser falado sem ser rude.  Este líder transmite confiança em todos os sentidos, ele entende os fatores humanos com profundidade, e serve de exemplo.

E sabemos que o exemplo é na realidade o jeito mais efetivo para ensinar.

E você tem a paciência necessária para ser um líder verdadeiro?

Seja feliz
   

Sunday, April 27, 2014

Até o otimismo tem seus limites!



Algumas pesquisas demonstram que existe uma visão positiva para os próximos 24 meses, por parte dos empresários e executivos sobre as condições econômicas no Brasil.

É bem verdade que quando olhamos para o curto prazo encontramos uma inflação que preocupa, mas não assusta ainda, ouvimos um compromisso do ministro Mantega com as metas de poupança interna, além de existir uma situação de pleno emprego, e etc.

Mas quando olho para 2015, por exemplo, não consigo manter meu otimismo, vejamos o seguinte:

O ano de 2014 é um ano atípico, pois teremos o evento da copa do mundo, assunto este que tem sido discutido intensamente pela mídia, tirando o foco da dura e real realidade de um País debilitado. Logo em seguida, haverá as eleições, e depois entramos na fase de final de ano, e quando menos se espera, entraremos em 2015, já pensando nas olimpíadas!

Isto quer dizer que os reflexos da situação econômica na qual vivemos somente serão sentidos em 2015, pois,  as correções deverão acontecer, por mais que se procrastinem, estas correções serão necessárias.

Uma das principais correções diz respeito a aumento do combustível, preço este que foi erroneamente represado ás custas da saúde financeira de uma das maiores empresas brasileira.

Sabemos que está correção irá desencadear aumento nos custos dos transportes, que por sua vez pressionará os alimentos e outros itens de consumo, pressionando a inflação.

Alguns itens de nossa alimentação já estarão com seus preços pressionados devido ao grande período de seca por qual passa a região sudeste, e está mesma seca irá criar um ônus para os consumidores pelo aumento da tarifa de água, esgoto, como também no custo da energia elétrica. O aumento do custo da energia elétrica impacta diretamente no setor de transformação, que também contribuirá para os aumentos dos preços no mercado.

Aquele ato populista de redução dos juros através de uma ordem da presidência, já nasceu com seus dias contados, e já estamos presenciando o seu fim, pois os juros subiram e devem seguir em alta, pois infelizmente é a única ferramenta que a limitada área econômica tem para conter a crescente inflação.

Precisamos também levar em conta que o crescimento e expansão do mercado e do PIB estão prejudicados, primeiro por que estamos vivendo em pleno emprego, isto significa que falta mão de obra qualificada para o crescimento das indústrias e empresas; e segundo devido falta de estrutura básica para o escoamento da produção, agrícola ou de transformação. Podemos até mencionar que a falta de investimento nos últimos 20 anos na geração de energia também contribui para limitar este crescimento.

Outro fato importante, que deve ser considerado, é a redução dos investimentos externos no mercado brasileiro, e o motivo não é a inflação e nem a fragilidade da economia, acho que isto não seria o problema, pois, temos um mercado jovem e com vontade de consumir. O que afugenta o investidor estrangeiro é quando o governo se torna maior do que as instituições, com forte impacto no desrespeito aos contratos, isto sim é o problema.

Se não vamos receber dinheiro de fora, teremos que viver com a nossa geração de riqueza, a qual está comprometida com previdência, serviços públicos e serviços sociais, isto quer dizer existirá escassez de verbas para investimentos. A população também está endividada, limitando a expansão do mercado através de linhas de crédito, o qual será limitado e caro.

Posso até considerar uma desvalorização do real para o equilíbrio das transações internacionais, reduzindo a capacidade de importação e melhorando a possibilidade de exportação, pois isto pode ser uma resposta a nossa tímida política de comercio exterior que não fez a lição de casa assinando acordos comerciais.

Vejam, independentemente de partido político, o nosso país passa por um apagão de excelência na gestão, os problemas acima apontados, são reflexos disto.    

Quando faço esta leitura, não consigo entender o otimismo dos executivos nos próximos 24 meses, me parece, que estão se baseando de forma míope, no curtíssimo prazo, o que não seria uma novidade, pois temos uma dificuldade de enxergar a longo prazo.

Agora, isto não é o final do mundo, o importante é estar preparado para passar por momentos conturbados, como?
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  • Tendo um plano continuo de redução “inteligente” de custos e despesas,
  • Fazendo uma gestão de riscos corporativos de qualidade,
  • Explorando as oportunidades de forma estratégica,
  • Criando um ambiente interno de engajamento e observando as melhores práticas de gestão,
  • Apoiando a inovação e mantendo talentos em seu quadro de colaboradores,
  • Fundamentando uma governança corporativa adequada para seu negócio.

Não é tarde, ainda é possível se preparar, mas é muito importante que a liderança esteja comprometida com a ética, com a sustentabilidade e com a perenidade da empresa.

Seja feliz!

Saturday, March 22, 2014

NÃO SEJA INFELIZ PROFISSIONALMENTE, O SEGREDO É ACREDITAR EM VOCÊ!


Todos os dias, vejo pessoas infelizes, e isto é normal, pois não é possível ser feliz todos os momentos, na realidade a felicidade está nos pequenos momentos.

Entretanto o que me chama atenção é com a quantidade de pessoas infelizes com sua vida profissional.

Uma pesquisa realizada pelo instituto Gallup em 2013 demonstrou que apenas 13% dos profissionais estavam engajados com seu trabalho, e outra pesquisa realizada pela revista Você S/A no ano de 2007 indicava que 84% dos executivos estavam infelizes com seu trabalho.

Esta condição de infelicidade profissional abrange os indivíduos, independente de cargo, empresa e/ou salário; este sentimento é muito mais observado em épocas de crise onde o profissional, mesmo não gostando do que faz, procura se proteger, pois sabe que será difícil encontrar outro local para trabalhar.

Outro dia ouvi a seguinte colocação que me fez refletir sobre o assunto:

“Não gosto do que eu faço, e nem de onde trabalho, mas como mudar? Como deixar o emprego? Só sei que o que realmente gosto está cada vez mais longe, parece uma utopia.”

Ou então:

“Quando me aposentar, vou poder fazer o que eu gosto”

É certo, que com as mudanças enfrentadas no ambiente de negócios, a vida corporativa se tornou mais complexa, existe uma maior cobrança para o aumento de produtividade, as organizações passam por mudanças, a tecnologia tem um impacto significativo no modelo de trabalho e com isto a vida profissional também passa por momentos difíceis e momentos de ajustes.

É interessante observar que o dinheiro, base de troca do trabalho, passou a ter uma posição secundária no quesito felicidade, pois a satisfação pessoal tem se tornado mais importante para a felicidade profissional.

O que me questiono é porque ainda convivemos com esta infelicidade sem nada fazer para mudar. Porque passamos pela síndrome do domingo e segunda, sem procurarmos trilhar outro caminho.

Sei que alguns irão pensar, mas tenho responsabilidades, preciso do emprego, se não trabalhar como vou viver?  Entendo que todos nós temos responsabilidades e precisamos dos empregos para viver, mas ser infeliz para cumprir com estas responsabilidades não me parece ser o caminho adequado.

Uma pessoa infeliz no que faz não se engaja na organização, entra em sua zona de conforto, e com isto tem uma grande possibilidade de não trazer resultados positivos para a empresa. Este com certeza é o caminho para a demissão, ai é que as coisas realmente ficarão complicadas.

Dinheiro, como já afirmava Maslow, não é um item motivacional, ele faz parte sim, mas o que precisamos é dar um sentido para nossa vida profissional, algo além do que apenas trabalhar em troca de um salário.

Ficar parado reclamando da empresa, do chefe, dos companheiros, de que não é reconhecido, de que o salário esta baixo, não é a melhor atitude, pois se lembre de que você está nesta situação porque quer, ninguém está te obrigando, é uma escolha sua e de mais ninguém.

Esta na hora de mudar, esta na hora de ser feliz sim com sua vida profissional, ou você quer passar a vida escalando a montanha para depois, quando atingir o topo, verificar que escalou a montanha errada!

Somente você pode mudar sua história, o final é você que escreve!

Não estou dizendo que você tem que jogar tudo para cima na segunda-feira, não é isto. O que quero é que você seja feliz no que faz, e isto não quer dizer que tenha que mudar de empresa, algumas vezes pode ser está a saída, mas entenda que as organizações são muito parecidas, e olha disto eu entendo, pois passei por muitas durante minha vida corporativa, e pude verificar que os desafios e os problemas são muito parecidos.

Eu não falo sobre aquilo que eu não tenha passado, tudo que escrevo neste blog é resultado de minha experiência vivenciada nos últimos 30 anos como profissional, nos momentos bons e nos momento ruins, em empresas multinacionais, ou em empresas locais, familiares ou não.

Antes de qualquer coisa, faça um inventario das coisas que você não gosta, ou não lhe traz prazer, na organização e/ou na atividade que você exerce. É muito importante você conhecer o que não lhe faz bem.

Agora faça um inventário das coisas que você faz que realmente gosta, procure entender o porquê isto lhe traz prazer.

Muito bem, o plano agora é você trabalhar para neutralizar as coisas que não lhe faz bem, seja uma atividade, um relacionamento com alguém dentro da organização, etc. 

Verifique se não existe outra forma de realizar esta atividade, ou então fale de maneira clara, mas com cuidado para não piorar as coisas, o que lhe incomoda no relacionamento, e observe que a pessoa nem sempre sabe deste seu sentimento, ela muitas vezes não faz por mal, é porque nunca ninguém falou nada. Aqui está a importância de uma comunicação clara e transparente no ambiente organizacional.

Agora, veja de que forma você pode potencializar as coisas que você relacionou como sendo positivo. Trabalhe estes quesitos, descubra como torna-los mais importante no seu dia-a-dia.

Isto é estratégia aplicada em sua vida profissional, é trabalhar com inteligência, com certeza somente com está atividade de reconhecimento, sua atitude também será outra, muito mais positiva, o que é muito importante para que tenha sucesso e felicidade nesta jornada.

Você esta criando um sentido para você e sua vida profissional, e com este quesitos conhecidos e trabalhados, você passa para outro estagio, que criará os fundamentos adequados para sua satisfação profissional. Não existe receita para a felicidade, mas posso indicar alguns caminhos que para mim funcionou, vejamos abaixo:


  1. Tenha uma visão empreendedora, não esqueça que a relação profissional- empresa é uma troca, onde você vende um serviço que a empresa necessita e ela paga por isso, então, para que seu cliente fique feliz, você deve procurar entregar serviços inovadores e com alta qualidade;
  2. Esteja sempre um passo a frente, se você é supervisor, trabalhe como um gerente; se você é gerente, atue como um diretor, se você é diretor, tenha atitudes de um presidente. Se você é o presidente tenha atitudes de acionista;
  3. Seja um profissional agregador, crie um sentido não somente para você, mas para sua equipe também;
  4. Tenha uma atitude positiva, equilibre o estratégico com o operacional;
  5. Transmita suas ideias de forma clara e objetiva, comunique-se;
  6. Seja humilde para reconhecer seus erros e fraquezas, e trabalhe para neutraliza-las.

Acredite em você! Entenda que você não precisa ser infeliz em sua vida profissional, trabalhe naquilo que gosta, se não for agora, tenha um plano factível para alcançar esta situação, não deixe o tempo simplesmente passar, tenha atitude vencedora!

Toda hora é hora de recomeçar, que tal nesta segunda-feira?

Seja feliz!

Wednesday, February 26, 2014

A governança corporativa como resposta efetiva aos tempos de incertezas!


 
Cada vez mais fica claro que os prognósticos para o ano de 2014 não serão dos melhores, nem para o mercado domestico e nem para o mercado internacional. Onde há pouco tempo havia previsões otimistas de crescimento e expansão, hoje existe uma grande duvida sobre o futuro do mercado e dos seus resultados.

Neste cenário de incertezas é que uma gestão moderna e efetiva faz a diferença, pois ela não espera a crise bater em sua porta para agir, ou melhor, reagir muitas vezes de maneira pueril, destruindo valores corporativos importantes para a continuidade, ela se prepara para a crise.

Como sabemos a existência da empresa está centrada na capacidade de criar valor para às partes relacionadas, e toda a sua estrutura e organização será desenhada para atender está sua missão. O grande problema é que as empresas, como também nós os seres humanos, temos uma grande capacidade de entrar em uma zona de conforto, região extremamente perigosa, pois anula o nosso senso critico e cria, na organização, o que chamo de miopia gerencial.

O ambiente de negócios a cada dia fica mais complexo pela a entrada de novas tecnologias, novos players no mercado, maior virtualização e mobilidade, novas leis e regulamentos, etc.

Neste novo ambiente as organizações devem estar em constante movimento para se adaptar as novas condições de mercado, e isto requer estruturas mais enxutas e flexíveis, menos capital aplicado em ativos de baixa liquidez, uma estrutura de custos otimizada, forte investimento em pessoas para fomentar a inovação, além de produtos e/ou serviços de reconhecida qualidade.

Neste novo mundo dos negócios não existe mais espaço para a inércia, para a mediocridade, improvisação, e nem para uma gestão reativa. As empresas que quiserem ter sucesso a longo-prazo devem estar sempre um passo a frente do mercado, e isto, além de ter pessoas preparadas e capacitadas, requer atitude proativa, foco na inovação, visão de longo-prazo, alinhamento do capital - talento humano - Retorno.

Os lideres tem que entender que não é possível relaxar durante períodos sem turbulências, pois com certeza em algum momento elas virão, é natural, faz parte do ciclo da vida de qualquer empresa. Devem buscar permanentemente ter um total domínio das suas atividades.

Sugiro as seguintes ações e atitudes, que conduzidas de forma contínua, podem promover condição necessária para o sucesso e para a sustentabilidade da organização nos momentos de turbulência:

·         Ter uma governança corporativa efetiva, alinhando os processos com as metas estratégicas, com a ética e com as melhores práticas de gestão,
·         Manter um programa de excelência para a capacitação e desenvolvimento de seus colaboradores. A empresa que não cuidar deste quesito com a atenção merecida, está decretando sua sentença de morte.
·         Promover junto aos seus colaboradores a disseminação da busca de ideias inovadoras,
·         Estabelecer um programa de redução de custos contínuo e sustentável, alinhado com as necessidades estratégicas. Isto deve ser uma atitude de todos os tomadores de decisão, fazendo parte de suas metas individuais;
·         Implantar a atitude de “tolerância zero” para a incompetência e para o desperdício, principalmente para os itens considerados como desperdícios ocultos, exemplo: reuniões mal planejadas.
·          Promover uma gestão de risco efetiva, de forma que esteja inserida na cultura organizacional, onde as ações sejam orientadas para a mitigação dos eventos que possam impactar de forma negativa a capacidade da empresa de atingir suas metas estratégicas;
·         Estabelecer um programa contínuo e sustentável de revisão dos processos operacionais e do seu sistema de controles internos, através da contratação de especialistas em controles internos, com o objetivo da busca contínua de obtenção de processos mais eficientes, eficazes e econômicos,
·         Implantar um programa de “compliance” robusto,
·         Manter um processo de monitoramento independente de sua governança, seu processo de gestão de riscos e de seu sistema de controles internos.

Como sempre digo o sucesso não é uma questão de sorte, é uma questão de escolha!

Fevereiro 2014, São Paulo, Brasil